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| Velhas centrais, novos negócios |
| 15/10/2003 - Telecom Web - Tatiana Americano |
Os data centers pegam carona na terceirização de serviços
e acompanham um novo ciclo de evolução, marcado por um portfólio
mais atraente para as empresas
O apelo das estruturas gigantescas perdeu lugar para a oferta de serviços
no discurso das empresas de data center. A nova onda do setor, representando
uma quebra de paradigmas para um mercado nascido com o intuito de alugar
espaço para instalação de equipamentos, pegou carona
na terceirização de TI, a qual atrai um número cada
vez maior de corporações com expectativas de reduzir custos
e aumentar a produtividade.
A lapidação do segmento teve início com a explosão
da bolha da internet, em 2001. Na época, esses grandes centros de dados,
nascidos no final da década de 90, perceberam que a tão sonhada
demanda por hospedagem de sites estava longe de ser alcançada e, o
pior, depararam-se com estruturas ociosas e com um ciclo de lucratividade
bem mais longo do que o esperado pelos investidores. Mas ao que tudo indica,
eles estão revertendo esse quadro.
Na prática, as companhias do segmento tiveram de agregar à proposta
de infra-estruturas robustas a oferta de serviços. "O business de data
center puro, ou seja, aluguel de espaço, virou commodity. Hoje, o que
importa é o valor agregado ao oferecimento de infra-estrutura", destaca
Silvio Genesini, consultor da Accenture, apontando como caminhos a oferta de
gerenciamento, a manutenção de aplicativos e softwares, além
das tradicionais soluções de hospedagem e collocation.
Os primeiros resultados de um novo momento para o mercado de data center já começam
a refletir nas perspectivas positivas do setor. Para este ano, o The Yankee
Group projeta crescimento de quase 20% para o setor no país, o qual
deve movimentar US$ 101,7 milhões em 2003.
O fenômeno de terceirização das infra-estruturas tecnológicas
contribuiu de forma definitiva para esse novo fôlego do mercado de centrais
de processamento de dados. Desde que perceberam a oportunidade de compensar
a ociosidade de seus negócios, os players deixaram de lado a vocação
natural para atender as empresas pontocom, onde atuavam sob a sigla IDC (Internet
Data Center), e focaram seus negócios no outsourcing de TI.
O alinhamento a essa nova estratégia levou a mudanças profundas
nos negócios dos antigos IDCs. "A começar pelos próprios
executivos que atuam nessas empresas. Ocorreu um turn over por conta da necessidade
de profissionais com perfis menos voltados à infra-estrutura e mais
focados em aplicações", detalha Ross Rexer, diretor da consultoria
BearingPoint.
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