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| Linux avança rumo ao
desktop |
| 26/11/2003 - CRN BRASIL |
Para deslanchar, sistemas de código aberto necessitam de aplicações
como scheduling e gerenciamento de projetos
Os parceiros de canal esperam que a estréia de desktops Linux aprimorados
da Red Hat, SuSE e Sun Microsystems - bem como novas aplicações
habilitadas para o sistema aberto - estimulem a experimentação
corporativa, embora poucos prevejam adoção significativa antes
de 2005.
ISVs Linux estão cientes da influência da Microsoft no mercado
desktop. Ainda assim, alguns se mostram cautelosamente otimistas de que produtos
open-source vendam bem para clientes SMB, que tendem a ser mais sensíveis
a preços do que suas contrapartidas empresariais. E, dado o desprezo
pelas políticas Licensing 6.0 da Microsoft, o Linux também pode
atrair corporações conscientes de custos que prefeririam fazer
acréscimos às suas redes Windows do que substituí-las.
Um integrador Linux disse que está vendo mais interesse dos usuários
finais por desktops Linux, mas tenta impedir que os clientes façam a
transição antes que os desktops estejam prontos para o horário
nobre. "Linux no desktop ainda não chegou para valer", afirmou Chris
Maresca, CEO do Olliance Consulting Group, fornecedor de serviços de
consultoria a open-source dos Estados Unidos. Pacotes de desktop Linux ainda
precisam de mais aplicações empresariais como scheduling e gerenciamento
de projeto, de acordo com Maresca, e não têm ambientes de desenvolvimento
simples. "Mas isso vai mudar no ano que vem e acho que veremos uma implementação
mais difundida nos próximos 18 meses, acredita o integrador."
No ano passado, fornecedores líderes de distribuições
Linux retrabalharam seus desktops de consumo para uso corporativo prático.
A Red Hat está preparando um novo desktop corporativo cliente. Com liberação
prevista até o fim do ano, será compatível com formatos
de arquivo Microsoft Office e terá preço competitivo.
A SuSE, fornecedora líder de UnitedLinux, lançou o Linux Office
Desktop (US$129) em janeiro passado. Em março, foi a vez de um novo
desktop empresarial custando cerca de US$600 a licença para cinco usuários
e com manutenção gratuita de software. O desktop Linux da Sun
(com codinome Mad Hatter) é 80% compatível com o Microsoft Office é baseado
em navegador e pronto para Java com um novo pacote de software StarOffice 6.1.
Executivos da Sun confirmaram que o Mad Hatter pode custar entre US$50 e US$100
por desktop/ano, embora a companhia também ofereça uma opção
de licença vitalícia. O Mad Hatter integra fortemente Java, o
pacote StarOffice, o navegador Mozilla, a interface GNOME e a aplicação
de e-mail e agenda Evolution.
A disponibilidade de servidores de e-mail e banco de dados baseados em Linux
e a migração de aplicações desktop mainstream para
Linux reduzem ainda mais o custo do software para os consumidores, que estão
cansados de pagar à Microsoft taxas caras de licença de acesso
a clientes Exchange e SQL, de acordo com o canal.
Desktops com o sistema do pingüim são usados principalmente por
especialistas técnicos/de engenharia como substitutos para workstation
Unix. Mas a disponibilidade crescente de aplicações desktop como
o futuro cliente tipo Microsoft Outlook de Mitch Kapor e o Novell GroupWise
para Linux podem ajudar a fomentar a adoção.Entretanto, até os
patrocinadores do canal Linux mais leais admitem que será muito mais
difícil para os fornecedores de código aberto reproduzirem no
desktop o mesmo nível de sucesso que tiveram no servidor.
Mas mesmo a Microsoft, que uma vez descartou possibilidades para o sistema
no desktop, parece estar prestando atenção. Na reunião
anual de analistas financeiros da empresa em 24 de julho, o CFO da Microsoft,
John Connors, citou o Linux no desktop como um risco possível para futuros
lucros. Enquanto isso, o chairman da Microsoft, Bill Gates, proclamou que o
futuro Office 2003 e o release do Windows, previsto para 2005, vão proporcionar
valor ao negócio sem precedentes para os consumidores.
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