SÃO PAULO - A HP, que na semana passada anunciou seu primeiro notebook Linux, acredita que o sistema operacional de código aberto vá superar o Mac OS e se tornar o segundo sistema mais usado em desktops, atrás do Windows, muito em breve.
O site da revista Wired conta que, apesar de alguns analistas - o IDC entre eles - garantirem que isso já aconteceu em 2003, ainda não será agora que o Mac OS será relegado ao terceiro lugar, já que versões pirateadas do Windows ainda saem na frente na preferência dos usuários de vários mercados, especialmente os menos desenvolvidos.
A HP se baseia um pouco na previsão de sucesso que fez para seu notebook - o nx5000, que vem com o SuSE Linux 9.1, o pacote OpenOffice e suporte a Wi-Fi e custa 1,1 mil dólares. "Esperamos ver o Linux tomando o lugar do Mac nos desktops este ano", declarou Jeffrey Wade, gerente de marketing da HP. "A HP quer vender um monte desses notebooks e espera ver outros vendedores seguindo nossos passos", disse.
Peter Kastner, analista do Aberdeen Group, disse à Wired.com que o Mac OS está presente hoje em cerca de 3% dos desktops, e que o alcance do Linux é "consideravelmente menor". Porém, os dados do analista são baseados nos números publicados pela Google, que registra os diferentes sistemas operacionais usados para o acesso ao site - lá, o Linux aparece com presença de apenas 1%.
O próprio mercado do software livre parece um pouco reticente quanto a este assunto: "O Linux ainda não está pronto para o desktop. As coisas que um consumidor usa - players de mídia, drivers de vídeo - ainda não estão maduras", declarou Even Leigh Day, porta-voz da Red Hat, à versão web da Wired.
O Gartner, por outro lado, está com a HP: um estudo diz que, hoje, 2,5% dos PCs em todo o mundo usam o sistema operacional Mac OS, contra 1,3% que usam Linux. Mas mostra também que este panorama vai mudar em 2005. A previsão do instituto é que o Mac estacione na casa dos 2% e o Linux chegue a 2,1% de presença no ano que vem e que, em 2008, esta presença aumente para 3,4%, enquanto o sistema da Apple deve se manter nos 2%.